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BOA FÉ E ESPIRITISMO - do Livro DIREITO E ESPIRITISMO, co-autor

A boa-fé e os conceitos e princípios do Espiritismo.
MARCO ANTÔNIO MARCONDES (*)
FRANCISCO ARANDA GABILAN (**)

Ementa.

O artigo aqui apresentado aborda a boa-fé como categoria jurídica, com breve referência histórica, suas acepções mais usuais e a sua delimitação como cláusula geral de direito. O fim é de identificar essa categoria jurídica, em seus contornos aceitos pelo Direito e a postura do Espiritismo frente ao assunto . A indagação final que se coloca no plano dessas considerações é analisar se a boa-fé referida nos ensinamentos contidos nas obras básicas da CodificaçãoEspírita ― no caso, alguns trechos ― se amolda às concepções de boa-fé subjetiva ou boa-fé objetiva.

Introdução.

A partir de uma exposição realizada na Associação Jurídica Espírita em São Paulo, nominada A boa-fé objetiva como valor evangélico e notório exemplo de progresso da legislação humana, nasceu a vontade de escrevermos algumas considerações sobre a boa-fé com vistas a identificar esse conceito jurídico na Codifi…

AMAI: do E.S.E. em versos

AMAI!

Amar os inimigos É não lhes guardar ódio, nem rancor, Nem desejos de vingança; É perdoar-lhes, sem pensamento oculto E sem condições, O mal que nos causem; É não opor nenhum obstáculo À reconciliação com eles; É desejar-lhes o bem e não o mal; É experimentar júbilo, Em vez de pesar Com o bem que lhes advenha; É socorrê-los Em se prestando ocasião; É abster-se, Quer por palavra, quer por atos, De tudo o que os possa prejudicar; É, finalmente, retribuir-lhes sempre O mal com o bem, Sem a intenção de os humilhar.
Francisco A. Gabilan
(E.S.E, cap. XII, item 3, texto literal em versos)

SOMOS DE DEUS, um poema

SOMOS DE DEUS
Se negamos sermos de Deus, Chamam-nos ateus...

Nós somos de Deus,
Disse o apóstolo João.
Mas, ficamos indignados
Diante da afirmação,
Pois que os círculos
Menos elevados da vida
Ainda nos prendem ao chão:
Cega-nos o orgulho,
O egoísmo nos encarcera o coração,
A vaidade nos mortifica,
Precipita-nos em abismos a ambição,
Tempestades de ódio nos revoltam,
A ansiedade nos fere o ser...
Apesar de tudo
A vida continua-forte e segura,
Semeando luz, afastando a secura
Da desesperança e do desamor.
Pouco a pouco
O trabalho e a dor,
A enfermidade e a morte
Demandam sejam reconsiderados
Os caminhos tortuosos trilhados
E retomar o do Amor.
Quando pensarmos convictos:
‘Todos somos irmãos,
Amigos eternos meus;
Não, não somos ateus’,
Daí compreenderemos, afinal,
Que efetivamente somos de Deus.

Francisco Aranda